Em 1886, os principais produtos cultivados no município até então eram os seguintes: café, açúcar, fumo e legumes. A pecuária estava bem desenvolvida, distribuída em diversas fazendas nas terras do município. O preço das terras variava entre 100$000 e 150$000 (contos de réis) o alqueire de 2,43 hectares (terras de cultura), e o de campo era de 25$000 por alqueire. A safra cafeeira daquele ano no município fora de 1.500.000 quilos. A população recenseada do município subia para 19.915 habitantes distribuídos da seguinte forma pelas paróquias:
· Batatais – 7.980;
· Mato Grosso – 1.642;
· Sant”Ana – 2.989;
· Santo Antonio da Alegria – 4294;
· Nuporanga – 3010;
Para 9.635 homens, havia no município 10.280 mulheres. Dos 19.915 habitantes, 10.534 eram brancos, 3135 caboclos, 3274 mulatos, 2972 negros.Quanto ao estado civil, 10.408 eram solteiros, 8.830 casados,677 viúvos.Quanto a idade, 9.179 crianças, 4.248 jovens entre 16 e 30 anos, 3.684 adultos entre 31 e 50 anos, 2.216 adultos entre 51 e 70 anos e 588 idosos com mais de 70 anos.
A quase totalidade da população de então era católica. A porcentagem de inválidos era a seguinte: 8 loucos, 9 surdos-mudos, 10 morféticos, 12 cegos e 59 aleijados. Para 19.915 habitantes, apenas 620 eram estrangeiros: 207 austríacos, 160 italianos, 129 portugueses, 52 africanos, 26 franceses, 15 alemães e 31 de outras procedências. Quanto ao nível de escolaridade havia entre a população 5.908 indivíduos com instrução primária, 49 com instrução secundária, 13 com instrução superior e 13.945 analfabetos.
Estavam matriculados nos registros municipais de 1886, 1.372 escravos, dos quais 756 homens, 616 mulheres, sendo 725 escravos até 30 anos de idade e 647 de 31 a 60 anos, 970 casados, 325 solteiros e 77 viúvos. Gozavam dos favores da Lei do Ventre Livre 898 filhos libertos de mulher escrava e estavam averbados 9 negros foros, maiores de 60 anos.