A construção da Igreja Matriz de Batatais, onde se encontra o maior acervo do pintor CÂNDIDO PORTINARI, foi iniciada em sua forma atual no ano de 1928, sob a direção do arquiteto Italiano Julio Latini, que contratou o engenheiro e arquiteto italiano Carlos Zamboni, para a execução da obra. No decorrer dos trabalho, a direção passou o controle exclusivo a Zamboni pois Latini abandonou o trabalho por motivos particulares. A construção processou-se dos fundos para a frente, em primeiro plano a do relógio, envolvendo a Igreja velha. É curioso notar a diferença técnica e estilística da parte concluída por Latini e a construída por Zamboni. a parte onde localiza-se o relógio obedece estilo mais rebuscado, com acentuado uso de ornamentos tais como, capitéis, balaústres, cornucópias, etc.
Por outro lado, a parte concluída por Zamboni é notavelmente mais sóbria, notando a preocupação deste com relação aos vitrais, que em princípio não estava nos planos de Latini visto que os vitrais do "relógio" não são decorados. A obra foi concluída em 1953 quando da instalação das pinturas de Portinari. Ressaltando-se que a construção é trabalho da mão de obra italiana, recém imigrada para o Brasil. Assemelha-se muito nossa Matriz com o duomo de BRESCIA - Itália, cidade natal de Carlos Zamboni. O acervo de vitrais é de autoria de Conrrado Sorgenicht Filho, neto de Conrrado Sorgenicht, Alemão de nascimento que instalou-se no Brasil há mais de cem anos. constitui-se de 48 vitrais /de grandes dimensões, todos executados com refinada técnica relativa distribuição decores. Em nosso acervo contamos com obras de Portinari, Roberto Bergamo e Mozat Pellat.
Foto: Carlos Zamboni (de gravata) e operários da Igreja Matriz