Cantinho Espírita

A BENÉFICA INFLUÊNCIA DA MÚSICA NO CÉREBRO

20/03/2009

Na edição de 21 de Fevereiro de 2008, a revista científica Brain divulgou um estudo realizado por cientistas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, com 60 pacientes internados que sofreram derrame cerebral. Os 60 pacientes foram divididos em três grupos.
O primeiro, formado por pacientes que foram expostos à audição musical, por duas horas diárias.
O segundo, por pacientes que ouviam livros-áudio.
O terceiro grupo não ficou exposto a nenhum tipo de estímulo auditivo.
Após três meses de acompanhamento, os cientistas observaram que a memória verbal melhorara 60% entre os pacientes que ouviam música, comparado com apenas 18% do grupo dos livros-áudio e 29% entre os pacientes que não receberam estímulos auditivos.
A pesquisa demonstrou ainda que os pacientes que ouviram música, durante a recuperação, revelaram uma melhora de 17% na concentração e na habilidade de controlar e realizar operações mentais e resolver problemas.
Teppo Sarkamo, que liderou o estudo, disse que a exposição à música durante o período de recuperação estimula a atividade cognitiva e as áreas do cérebro afetadas pelo derrame. Além de ajudar a prevenir a depressão nos pacientes.
A notícia é alvissareira e demonstra que, a cada dia, o homem avança no conhecimento, ampliando seus conceitos.
Que cientista conceberia, em anos recuados, que a arte poderia auxiliar a recuperação do cérebro humano?
Os que acreditam no Espírito, os artistas, os estetas, mais de uma vez sentiram o êxtase ao ouvirem determinadas peças musicais e falaram de suas propriedades.
A respeito da ação da música, em março de 1869, o Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec publicou na Revista Espírita, uma página mediúnica, assinada pelo consagrado Rossini.
O compositor italiano Gioachino Antonio Rossini, autor de música sacra, de música de câmara e de 39 óperas, dentre elas as célebres O barbeiro de Sevilha e Cinderela, escreveu: “A influência da música sobre a alma, sobre o seu progresso moral, é reconhecida por todo o mundo. A harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa. Tal sentimento existe num certo grau, mas se desenvolve sob a ação de um sentimento similar mais elevado. A música exerce uma influência feliz sobre a alma. E a alma, que concebe a música, também exerce sua influência sobre a música. A alma virtuosa, que tem a paixão do bem, do belo, do grande, e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as almas mais encouraçadas e de comovê-las”.
Por fim, diz o compositor que “moralizando os homens, o Espiritismo exercerá grande influência sobre a música. Produzirá mais compositores virtuosos, que comunicarão suas virtudes, fazendo ouvir suas composições”.
Utilizemos a música em nossa vida. Selecionemos a boa música, a música que emociona, que eleva.
Não há necessidade de se ouvir somente música erudita, clássica. Há compositores populares, de tantos países, com músicas belíssimas, que encantam os que as escutam.
Porém, evitemos as músicas que nos perturbam a mente, que nos impulsionam à descrença, à destruição, à desarmonia íntima.
Busquemos as que possam fazer que nossa alma cresça, enchendo-se de sons, de harmonia, de beleza.
A música é uma forma de se obter a paz interior que tanto buscamos.
VOCÊ SABIA que quando os supermercados ou lojas precisam vender mais, colocam nos rádios de som ambiente músicas rápidas como rock e rap?
As músicas rápidas não deixam a pessoa pensar, elas compram no ritmo do que ouvem. Aí é que nos  tornamos “consumidores” em vez de clientes
Pense nisso!

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