As drogas produzem artificialmente uma substância que também é naturalmente produzida pelo organismo, qual seja a serotonina (substância essa que traz ao homem sensação de bem estar). Todavia, a droga é tão perversa que esta produz uma taxa tão elevada que naturalmente o corpo humano não consegue mais equilibrar; assim, consolida-se a dependência pelo entorpecente, sendo que o viciado, de forma contínua, tem que repor as altas taxas de serotonina, pois sua memória cerebral já gravou aquela condição e seu organismo não consegue mais ficar sem a referida reposição para o complemento dessas altas taxas. Por isso, jamais arrisque: nunca experimente droga, ou deixe seu filho experimentá-la. Normalmente, a primeira coisa que vem na vida de um drogado é a droga; em segundo lugar são os amigos que com ele consomem droga; e só em terceiro lugar é que vem a família. O restante (comunidade, órgãos públicos, professores, etc) vêm em último plano ou sequer estão em algum plano. Por isso, como a droga vem em primeiro lugar, é que temos visto várias jovens, viciados, agredindo e até matando seus próprios pais. Assim, não se iluda: se o seu filho for viciado, grande será a chance dele estar primeiramente preocupado com a sua droga e com as suas amizades do que com você (pai/mãe/avô). Por isso, se alguém lhe alertar de algo envolvendo seu filho, em princípio agradeça, acredite e fiscalize, bem como procure, caso comprove o seu envolvimento, interná-lo e retirá-lo do mundo das drogas (e isso o quanto antes). Vale dizer: antes que ele perca o emprego (ou sequer arrume um), ou ainda antes que morra de overdose, seja preso, se prostitua ou vá parar num cemitério. Apenas para refletir: porque será que hoje o maior número de desempregados no Brasil está na faixa das pessoas que têm entre 16 e 24 anos? É sabido que um dos efeitos da droga é o de gerar, em algumas pessoas, preguiça e falta de vontade para o trabalho. Bem, mas esta colocação é apenas para reflexão, pois é evidente que os fatores diretos e preponderantes são de ordem econômica e estrutural e que geram, segundo os economistas, a maioria dos desempregos nessa faixa etária, tendo como fatores principais a falta de experiência profissional, a imaturidade e um menor equilíbrio para determinada atividade. Agora, não se pode esquecer que o vício pelas drogas também pode contribuir para esse processo, ou seja, não conseguir emprego ou até perder aquele que já se tem, até porque, não raras vezes, muitos já perderam seus empregos por furtarem ou roubarem os próprios patrões para sustentar o vício que tinham pelas drogas. O drogado, também, perde a sua liberdade. Em razão do vício, a droga vem antes de tudo, até da própria família. As drogas e os amigos vêm antes; a família e a sociedade (nessa seqüência) só vêm depois das drogas e das “amizades”. Por perder a liberdade e ter que se submeter à pessoa que lhe fornece drogas, o viciado é valente com todos – família, professores, polícia, etc – mas é um coitado, sem liberdade e digno de dó, em relação àquele que lhe fornece a droga. Que liberdade é essa? A droga é mais importante do que qualquer outra coisa, e, se preciso for, o viciado rouba, furta e algumas vezes até mata os seus próprios familiares.