Colunistas

O legislador egípcio – hebreu à margem da legislação IV

18/02/2010

José Carlos Garcia de Freitas

- Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. - Licenciatura em Filosofia. - Curso de teologia (CEARP). - Licenciatura em Letras. - Complementação Pedagógica. - Mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito - Doutor em filosofia e Teoria Geral do Direito - Professor (concursado efetivo) responsável pelas disciplinas Filosofia Geral e Filosofia do Direito (curso de Direito) e Filosofia (curso de Relações Internacionais) da Universidade Estadual Paulista “UNESP”- “campus” de Franca- SP. - Escreverá artigos sobre Direito- Filosofia- Teologia- Arqueologia e assuntos pertinentes.

Certamente,Moisés,o filho da princesa egípcia Thermuitis e do assistente de escultor hebreu Ithamar,de todos os grandes profetas anteriores a Jesus Cristo,foi o que  mais tempo dialogou diretamente com Deus.Todo o conhecimento adquirido nas Escolas Arcanas do Antigo  Egito,e, posteriormente,no Templo de Madiã,com jetro,o Raguel (o vigia de Deus),foi extremamente Necessário para retirar os hebreus da servidão. Há até mesmo algumas conclusões,decorrentes da exegese bíblica do século pretérito,principalmente,colocando em dúvidas a autoria de Moisés,em relação ao Gênesis,e, também a sua própria existência (não passaria de um ser humano lendário, devidamente criado,séculos depois,pelos sacerdotes hebreus,para procurar então justificar uma eventual origem divina).Esta teoria teria a sua explicação no fato de o Gênesis ter a sua composição em trechos diversificados das tradições jeovistas e eloístas. Todavia,eventuais dúvidas já estão perfeitamente superadas,principalmente,pela autoridade de Jesus Cristo, citando Moisés,em várias passagens do Novo Testamento. E’ imperativo observar,para garantir a existência físico – temporal de Moisés,a sua autoria,reconhecida por inúmeros historiadores,em relação ao seu Sepher Bereshit ( o seu Livro dos Princípios),com profunda inspiração nos livros. “As Guerras de Jeová”e As gerações de Adão”,tratando de cosmogonia, indicados no Gênesis, encontrados no Templo de Madiã.  A demais,o restaurador da cosmogonia de Moisés foi o célebre iniciado em Ciências Herméticas,tendo ainda sido filósofo e teólogo,Antoine Fabre  d’Olivet,fazendo menção em seu livro História Filosófica do Gênero Humano. A bem da verdade,Moisés teve que recorrer a leis draconianas,para combater as práticas politeístas e animistas que os hebreus haviam herdado dos povos vizinho,sobretudo da Fenícia, conforme indicativos constados em passagens do Pentateuco. Ele queria impor aos Hebreus uma consciência genuinamente monoteísta,conforme a própria tradição herdada dos patriarcas. Moisés já havia estudado a doutrina monoteísta,quando estava no Egito,mais precisamente,nos ensinamentos secretos de Akhenaton,conservados na história da enigmática Terra de Kemi. Na condição históricas de o maior dos profetas hebreus do Antigo Testamento,ele procurou unificar as doze tribos de Israel,nos fundamentos do monoteísmo. Ninguém melhor do que o poeta francês Alfred de Vigny para ilustrar as condições derradeiras de poder e de solidão que sempre caracterizaram a vida de Moisés: “O Seigneur j’ai vécu  puissant etsolitaire. Laissez-moi m’endormir Du sommeil de la terre” (O’ Senhor vivi poderoso e solitário. Dexai-me adormecer com o sono da terra). Moisés sempre despertou em seu povo um misto de respeito e de temor. Como todo homem de gênio,foi constantemente hostilizado. O deserto e o céu estrelado sempre foram as testemunhas silenciosas de seu poder e de sua solidão. Morreu e ninguém ficou sabendo o verdadeiro local de sua sepultura.Provocou pestes incontáveis,no seu embate com o faraó... na jornada pelo deserto,impôs sofrimentos indescritíveis ás mulheres,ás crianças e aos velhos... centenas e centenas de mortes de soldados egípcios aindam entoam o cântico fúnebre em busca de uma sepultura mais digna,sem falar na morte dos inocentes primogênitos do Egito... um preço muito elevado para a paz e para a real liberdade que o povo hebreu até a atualidade não alcançou,plenamente. A nação hebraica continua,séculos e séculos depois,caminhando em busca de uma liberdade e de uma paz,que ainda são um sonho em meio a um constante pesadelo.

É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico
ou impresso sem autorização escrita da Batatais Online
1.998©2007 TVbatataisonline: Todos os direitos reservados