As drogas produzem artificialmente uma substância que também é naturalmente produzida pelo organismo, qual seja a serotonina (substância essa que traz ao homem sensação de bem estar). Todavia, a droga é tão perversa que esta produz uma taxa tão elevada que naturalmente o corpo humano não consegue mais equilibrar; assim, consolida-se a dependência pelo entorpecente, sendo que o viciado, de forma contínua, tem que repor as altas taxas de serotonina, pois sua memória cerebral já gravou aquela condição e seu organismo não consegue mais ficar sem a referida reposição para o complemento dessas altas taxas. Por isso, jamais arrisque: nunca experimente droga, ou deixe seu filho experimentá-la. Além disso, um dos efeitos psicológicos da droga é provocar no viciado o hábito da mentira, isso principalmente quando este se sente ameaçado pela ausência de recursos financeiros para adquirir a droga ou por vergonha de que familiares e amigos descubram que ele é um viciado em entorpecentes. Normalmente, a primeira coisa que vem na vida de um drogado é a droga; em segundo lugar são os amigos que com ele consomem droga; e só em terceiro lugar é que vem a família. O restante (comunidade, órgãos públicos, professores, etc) vêm em último plano ou sequer estão em algum plano. Por isso, como a droga vem em primeiro lugar, é que temos visto, em alguns lugares, jovens viciados agredindo seus próprios pais. Assim, não se iluda: se o seu filho for viciado, grande será a chance dele estar primeiramente preocupado com a sua droga e com as suas amizades do que com você (pai/mãe/avô/avó). O que se tem a fazer, nessas situações, é procurar a internação do adolescente em uma clínica de recuperação de drogados, visando retirá-lo do vício; com isso, se a droga e as más companhias deixarem a sua vida, a família voltará a ser o primeiro plano e não o terceiro lugar como normalmente é na vida de um viciado. Do exposto, se o seu filho for viciado e estiver nas situações acima descritas, ele mentirá com freqüência e enganará você facilmente, não assumindo os seus atos e jogando sempre a culpa nos outros. Não raras vezes, os adolescentes praticam crimes, mas mentem descaradamente para os pais dizendo que são inocentes e que foi a polícia, o professor ou o conselho tutelar que produziram tal calúnia. Enganam seus pais dizendo que a polícia foi a verdadeira culpada e que está mentido, quando na verdade foram eles próprios que cometeram os delitos; isso justamente para não assumirem a culpa e não se indisporem com seus pais para continuar enganando-os como sempre fizeram. E o pior: tem pai/mãe/avô que continua acreditando (mesmo quando alertado por alguém de confiança), e até discutem com quem os alerta, até de forma inocente, que seu filho é “incapaz” de usar droga e roubar, e que isso somente acontece com os filhos dos outros. Por isso, se alguém lhe alertar de algo envolvendo seu filho, em princípio agradeça, acredite e fiscalize, bem como procure, caso comprove o seu envolvimento, interná-lo e retirá-lo do mundo das drogas (e isso o quanto antes). Vale dizer: antes que ele perca o emprego (ou sequer arrume um), ou ainda antes que morra de overdose, seja preso, se prostitua ou vá parar num cemitério.