Esteve em nossa redação nesta terça-feira, 26, o cantor e compositor Mario Lázaro, carinhosamente conhecido no meio artístico de “Lazinho”. Ele atualmente reside na vizinha cidade de Ribeirão Preto, já apresentou por três shows na Festa Di San Gennaro .Lazinho é um artista, cantor, dono de uma grande voz, um tenor, compositor da linda música “Viva o Samba”, letra e musica de sua autoria, ele não poderia deixar de ser o artista que é, começou falando de sua trajetória: Hoje aposentado, natural da vizinha Jardinópolis, começou cantando com apenas dez anos “eu participava de shows promocionais, naquela época havia peruas do comprimido Melhoral, parava na praça e dizia, quem sabe cantar, e lá ia eu”Quando completei quinze anos fui para Ribeirão Preto e comecei a trabalhar no Banco Moreira Sales (uma filial do Banco Arthur Scatena de Batatais), lá permaneci por oito anos, “como ganhava mixaria, sic, no Banco, fui cantar na noite, logo em seguida fui para a capital, trabalhar na Folha de São Paulo. Seus olhos brilhavam quando era entrevistado pelo jornalista Luis Claret, falou de sua vida, seu canto, seus amigos com grande emoção e com um enorme amor que a arte ampliou ao longo de sua vida.Apesar da idade, hoje com 70 anos Mário Lázaro é um jovem cantor de música internacional, de voz magnífica. Durante sua trajetória em agosto de 1966, inaugurava em São Paulo o “Teatro das Nações” considerado o primeiro das Américas e o segundo do mundo, depois de París, com a opereta “Casta Suzana”, extraída do Original de Georg Okonkowski e Alfred Shonfeld, Mário Lázaro integrava o elenco desta opereta. “dentre o selecionados, profissionais de teatro declamados lá estava Mário Lázaro, era o seu grande trunfo. Ainda em São Paulo, cantou no “Quintandinha”, no “Chapéu de Palha” e na TV Exelsior, cantava no “Show do Meio Dia”, no programa Hugo Santana, chegou cantar como participante na novela Selva de Pedras (1972), participou por inúmeras vezes no Programa do Chacrinha (Abelardo Barbosa), inclusive ganhando o concurso realizado pela Editora Musical Ricordi Brasileira, uma medalha com direito a um curso de aperfeiçoamento de canto na Itália.Formado em “Canto pelo Conservatório Musical Sagrado Coração de Jesus de Jardinópolis, era o primeiro tenor do Coral Sinfônico de Ribeirão Preto, hoje residindo na mesma cidade, não por fracasso de uma carreira que a ele tudo prometeu, mas sim por uma escolha de vida de opção de carreira, onde as vezes uma verdadeira existência só tem fundamento e se pode vivê-la longe das luzes de um ribaltamento, Lázaro é mais uma bela voz que nossa região possui, já gravou vários CDs.Perguntado se viveria sem a música, Lázaro foi categórico, Nunca: O mundo não viveria sem a música, já imaginou o mundo sem a música “Claret”? Seria sem cor, a música é a mão de Deus, o abraço de Deus. E o envolvimento da magia da graça, da espiritualidade sobre os homens. Sem arte a vida não existe.Fui de novo, mas dessa vez joguei mais pesado: O que acha de Villa Lobos?Lázaro não tremeu na base; Adoro, Despertar, não adormecer é a música de Villa Lobos. Sua coragem como músico foi excepcional. Ele uniu todo gênero musical, sonorizando um universo infinito que, além de universal, traduziu a vida e sentimento brasileiro. Toda sensualidade brasileira, a origem afro-indígena, a natureza pujante de nossas matas, o caboclo, o sertanejo, a cidade, enfim, através de sua música emoções globais e profundas do homem ficam despertas e acesas. É impossível ouvir Villa Lobos sem que sua música atue e desperte nossas emoções e sentimentos. Além do mais ele conseguiu sonorizar a percussão, ele faz de um ruído, uma melodia. Com palavras não se define Villa Lobos, ele é a representação do homem em sua totalidade. Perguntei de novo: Que tipo de música gosta de cantar?Canto todo tipo de musica, disse Lázaro, inclusive a lírica, de acordo com a inspiração e gosto da platéia. Gosto muito de cantar música italiana, Noel Rosa, especialmente Lupicinio Rodrigues. Ataufo Alves, Pixinguinha, Rerivelto Martins. Hoje canto na noite, em festas a convite, casamentos, reuniões de amigos, orquestras de bailes, festivais beneficentes.Como boêmio da noite, tive apenas uma amor na minha vida, “minha esposa”, e minha maior decepção foi ter perdido a hora, quando fui cantar pela segunda vez no programa do Silvio Santos, eu era finalista no Show de Calouros, por cinco minutos fiquei de fora.