A história do povo batista é marcada pela preservação da liberdade religiosa, pois acredita no livre arbítrio, na liberdade da alma e na perfeita unidade da verdadeira Igreja, Corpo de Cristo.Essa unidade não tem nada a ver com a promoção humana do tipo Movimento Ecumênico, Conselho Municipal de Igrejas e várias outras organizações que promovem a união entre as igrejas. A unidade da Igreja é perfeita porque depende do próprio Cristo que é a Cabeça do Corpo. As palavras do apóstolo Paulo aos Gálatas 3:28 esclarecem bem essa verdade bíblica: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. Este e muitos outros textos demonstram que a unidade da Igreja não é algo para ser alcançado, mas uma realidade que precisa ser preservada.Não podemos perder de vista o fato que tal unidade é de caráter espiritual e não organizacional, como ensina o catolicismo romano. O fato de haver muitas denominações, divergências filosóficas e conflitos culturais na igreja, não aniquila sua unidade. Sendo espiritual, a unidade não deve ser avaliada no plano horizontal, mas vertical. As denominações acabam sendo meios de preservação da unidade. O valor está na relação vertical, entre o indivíduo crente e o Deus Salvador. É nas igrejas locais, denominacionais ou independentes, que a unidade se expressa na prática.Lutar pela liberdade religiosa hoje, no plano horizontal, significa posicionar-se contra o ecumenismo em todas as suas formas, pois sabemos que o movimento ecumênico é a ação satânica mais perigosa presente neste mundo.O cristão bíblico deve tomar posição contra o pensamento único, contra a unanimidade. A globalização, em todos os sentidos, promove o movimento anticristão da Nova Era. É a imitação satânica do que Deus faz no plano espiritual. A globalização política e econômica que tenta implantar o pensamento único é contra Deus, pois pretende imitar a Reino Milenar onde o Regente será o próprio Deus. A globalização religiosa, esboçada pelo ecumenismo caminha para entronizar o anticristo e não o Cristo. É baseada no humanismo, tem em vista a prosperidade, o conforto e a paz, mas deixa Deus de fora.O mundo se tornará unido pelo exercício da própria democracia, mas se afastará cada vez mais da teocracia, de Cristo e da verdade. Essa unificação do mundo culminará com a entronização do Anticristo.Embora a Igreja ainda esteja na terra, a obra do espírito do Anticristo já está atuando desde os dias primitivos da história da Igreja (II Ts. 2:3-12). O alvo é minar a crença na divindade de Jesus transformando-o em uma pessoa especial, mas não divina. O conhecimento humano aumenta rapidamente e as pessoas dão mais crédito aos homens do que à Palavra de Deus (I Co. 1:18-25).Vamos preservar a liberdade religiosa pregando o Evangelho e atacando as uniões ecumênicas, sejam elas quais forem, tanto na religião quanto na política e na economia. Não poderemos parar o sistema anticristão, mas devemos por todos os meios chamar a atenção para a verdade bíblica.