Surpreende-nos as notícias de que a cada ano diminui a idade da primeira experiência sexual em crianças de ambos os sexos. Consequentemente alastra a prática da pedofilia e outros crimes sexuais. Enquanto isso, os meios de comunicação que dizem defender a família na verdade propagam tudo que contribui para a desagregação familiar. A criatividade da sociedade para incentivar o sexo infantil é algo estarrecedor. Os estímulos chegam através das músicas, das novelas, dos filmes, das propagandas, da moda e de muitas outras fontes. Uma das mais recentes surgiu na Inglaterra e logo se espalhou por vários países, inclusive aqui no Brasil. Foi o jornal Inglês The Sun que trouxe o assunto para a discussão ao publicar um artigo em que afirmava que nas escolas inglesas os adolescentes usam pulseiras coloridas para trocar entre si mensagens de teor sexual.São pulseiras feitas à base de silicone e custam apenas alguns centavos e existem em variadas cores. Segundo o jornal inglês, os adolescentes teriam então inventado vários jogos com as respectivas pulseiras, cujo objetivo é sempre o mesmo: ao rebentar uma pulseira duma determinada cor, o rapaz terá direito a reclamar o comportamento sexual da menina, que pode ir desde um abraço ou beijo até a uma relação sexual. Note-se que não se trata de nenhum tipo de violência, mas de um jogo que é aceito por ambas as partes. As diferentes cores das ditas pulseiras de silicone: preto, azul, vermelho, cor-de-rosa, roxo, laranja, amarelo, verde e dourado, mostra até que ponto os jovens estão dispostos a ir, desde dar um beijo até fazer sexo. Amarela – um simples abraço. Rosa – mostrar o peito. Laranja – dentadinha de amor. Roxo – beijo com a língua – talvez sexo. Vermelha – dança erótica à curta distância. Verde – sexo oral a ser praticado pelo rapaz. Branca – a menina escolhe o que quiser. Azul – menina faz sexo oral (boquete). Preta – sexo com a menina na posição papai-mamãe. Os pais deveriam ligar o sinal de alerta com relação aos seus filhos para não serem surpreendidos depois. Eu mesmo já vi alguns pais ficarem chocados ao descobrirem que os filhos já estão envolvidos com a “brincadeira”. Não se engane, pois boa parte da sociedade está banalizando a sexualidade e a sensualidade não passa de mercadoria. Muitos homens e mulheres já cederam ao sistema, mesmo que digam que não. Os diversos movimentos de liberação fizeram as pessoas perderem completamente a noção de certo e errado. Para o cristão bíblico, porém, há verdades absolutas que precisam ser respeitadas e uma delas é que o sexo é para o casal adulto dentro do casamento. Fora disso sempre será pecaminoso.Assusta-nos hoje a sensualidade dentro das escolas. Meninas que estão apenas começando a vida já se vestem como mulheres adultas com o intuito de provocar o desejo sexual nos meninos. São crianças que ainda nem bem sabem o que estão fazendo. Ou, na pior das hipóteses, sabem bem o que estão fazendo. Somos bombardeados com toda sorte de perversidade sexual e mesmo que tal fato não seja novo, a intensidade é que assusta. A banalização do sexo e do casamento é um fato estarrecedor.Reprimir não é exatamente a melhor saída. Porém deixar pra ver o que acontece com certeza também não é. O que vai fazer diferença é a influência que os pais exercem sobre seus filhos. As decisões tomadas por eles serão baseadas no que viram, ouviram e aprenderam em casa. Se os pais tiverem sido uma forte e boa influência sobre os filhos, eles poderão superar a influência da sociedade. Do contrário será muito mais difícil.